Header Ads

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Historia do Gasogênio


"A gaseificação/gasificação tinha sido uma tecnologia importante e comum que foi amplamente usada para gerar gás de carvão, principalmente para fins de iluminação pública e residencial durante o século XIX e início do século XX. Quando os primeiros motores estacionários de combustão interna com base no ciclo Otto tornaram-se disponíveis na década de 1870, começaram a substituir as máquinas a vapor como motores primários em muitos trabalhos que requerem força motriz estacionária. A adoção foi acelerada após a patente do motor Otto expirar em 1886. O potencial e aplicabilidade prática da gaseificação para motores de combustão interna foram bem compreendido desde os primeiros dias de seu desenvolvimento.

Em 1873, Thaddeus S. C. Lowe desenvolveu e patenteou o processo de produção de gás de água, através da qual grandes quantidades de hidrogênio poderiam ser gerados para uso residencial e comercial em sistemas de aquecimento e de iluminação (ver: reação de mudança do vapor de água). Ao contrário do gás de cidade comum, ou do gás de coque, que foi utilizado em serviços municipais, este gás era um combustível de aquecimento mais eficiente.

Durante o final do século XIX motores de combustão interna foram, por vezes alimentados por gás de carvão, e durante o início do século XX muitos motores estacionários passaram a usar gás produzido criado a partir de coque que era substancialmente mais barato do que o gás de carvão que foi baseado na destilação (pirólise) do mais caro carvão.

Na França, por volta de 1920 o inventor Georges Imbert criou o "gasogênio Imbert" e, em 1936, Louis Libault patenteou o gasogênio para carvão vegetal "Gazauto".

Segunda guerra mundial
Durante a Segunda Guerra Mundial, a gasolina era racionada e escassa. Na Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e Alemanha, um grande número de gasogênios foram construídos ou improvisados para converter madeira e carvão em combustível para veículos. Gasogênios comerciais estavam em produção antes e depois da guerra para uso em circunstâncias especiais ou em economias em dificuldades. Mesmo em países não combatentes, como Suécia ou Brasil, o gasogênio era popular uma vez que o petróleo tornou-se difícil de obter. No Brasil, o piloto Chico Landi (o "rei do gasogênio") foi campeão de automobilismo em 1943, 1944 e 1945, pilotando carros equipados com gasogênios e movidos a gás de carvão vegetal.


Pós-guerra

Carro com gerador de gás de madeira (Berlim, 1946.
Em 1979, ocorreu a segunda crise do petróleo e o uso do gás pobre em veículos voltou a ser cogitado no Brasil. Dois anos depois, a revista automotiva brasileira Quatro Rodas avaliou o desempenho de uma caminhonete Chevrolet C-10 equipada com gasogênio.

A Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) dos EUA, publicou um livro em Março de 1989, descrevendo como construir um gerador de gás em caso de emergência, quando o petróleo não estiver disponível.

Um projeto sobre o futuro energético da Europa, iniciado em 2005, em Güssing, Áustria com a contribuição da União Europeia. O projeto consistiu de uma usina termoelétrica com um gerador de gás de madeira e um motor para convertê-lo em 2 MW de energia elétrica e 4,5 MW de calor. A usina conduz duas experiências com o gás. Num experimento o gás é convertido, através do processo de Fischer-Tropsch, em um combustível semelhante ao diesel. Em Outubro de 2005, foi possível converter 5 kg de madeira em 1 litro de combustível."

Fonte: Wikipedia
Voltar ao topo